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Um pouco da história

do

 

 Jeep é uma marca registrada atualmente em nome da Chrysler LLC Group.

O termo jipe virou sinônimo de automóveis destinados ao uso fora de estrada, ou off road, normalmente com tração nas quatro rodas. A palavra jipe é um aportuguesamento do termo em inglês jeep, derivado da pronúncia em inglês da sigla GP, que significa “general purpose” ou "uso geral", embora essa não seja a origem da marca Jeep.

O veículo surgiu durante o esforço de guerra americano, no final dos anos 1930 e início dos 40, em que era necessário um veículo leve, com capacidade de superar terrenos difíceis e com obstáculos, e com capacidade para levar alguns homens e armamentos. Ao final da segunda guerra, a Willys requisitou o registro do nome Jeep.

O primeiro protótipo foi o Bantan BRC cuja traseira é semelhante às traseiras do Jeep Willys e do Jeep Ford, mas a frente é arredondada, bem de acordo com o design típico do final dos anos 1930.

Está na mente coletiva que o primeiro Jeep foi o Willys MB ou simplesmente "42" (de 1942), mas isso é um erro. Antes dele, outros modelos de Jeep foram enviados para as frentes de combate, como o Willys Quad, o Bantan BRC 40, o Willys MA e o Ford GP ou Pigmy.
 

 

O veículo da Ford era denominado "GP" e pode ser confundido com a origem da denominação Jeep.

Segundo a Chrysler do Brasil, o nome Jeep deve-se ao personagem de histórias em quadrinhos chamado "Jeep".

Em 16 de março de 1936 a personagem conhecido pelo nome de Eugene the Jeep foi criada pelo cartunista E. C. Segar para fazer companhia ao Popeye. Ele era do tamanho de um cachorro e nativo da África e capaz de passar para a quarta dimensão. Ele resolvia todos os problemas do Popeye e da Olivia Palito e sempre falava a verdade. Este personagem cativou o público e se tornou rapidamente popular. O termo "Hey, he's a real Jeep!" ou "Ei, ele é um verdadeiro Jeep!" era constantemente empregado para pessoas que demonstravam uma capacidade superior.

A ligação entre o nome Jeep e a tração 4x4 é creditado ao piloto de teste da Willys, Irvin Hausmann, que escolheu o nome para o seu veículo em 1940 durante testes para o exército americano. Até então eram referenciados por outros nomes como Bug, Blitz Buggy, Puddle Jumper, Peep ou Quad.

O nome Jeep foi trazido a público por Katherine Hillyer no jornal Washington Daily News, em 16 de março de 1941, quando relatou que ao final de uma demonstração alguém da platéia perguntou a Hausmann como ele chamava aquele veículo e ele respondeu: "It's a Jeep!", ou "É um Jeep!”.

No Brasil, a Vemag produziu o Candango, entre 1958 e 1963, uma versão sob licença do DKW Munga.

A Vemag tentou lançar esse veículo no Brasil denominando-o como Jeep DKW-Vemag, mas a Willys detinha os direitos sobre a denominação Jeep e daí surgiu o nome Candango, em homenagem aos operários que trabalharam na construção de Brasília.

Em 13 de maio de 1998 a Mercedes-Benz, marca do grupo Daimler, fundia-se com a Chrysler, formando o conglomerado Daimler Chrysler e passava a disponibilizar uma série de novos modelos, compartilhando tecnologias.

Essa união durou até 2007/2008, quando a Mercedes-Benz vendeu a Chrysler para um grupo de investidores estrangeiros chamado Cerberus Capital Management, que controlou a marca por pouco tempo. A crise financeira internacional de 2008 arruinou os planos das grandes montadoras americanas que começaram a entrar em processos de concordata ou de falência. Após uma série de acordos com o governo dos Estados Unidos e com o sindicato dos trabalhadores da Chrysler, e de planos de socorro que envolviam milhões de dólares do governo norte-americano, aprovou-se a fusão da Fiat Internacional com o grupo Chrysler, formando o atual Chrysler LLC Group, controlado pelo grupo Fiat.

No Brasil, o Jeep foi lançado no final dos anos 1950 e foi produzido até o início dos anos 1980, inicialmente pela Willys Overland do Brasil e depois pela Ford, que adquiriu a Willys e depois a Chrysler no Brasil.

Um avião, na verdade um protótipo, também foi chamado de "Jeep". Em 1937, o protótipo de um avião bombardeiro YB 17 foi apelidado de "Jeep" por sua boa performance. O YB 17 foi o antecessor do Boeing B17, a "Fortaleza Voadora".

Houve uma grande linhagem de Jeeps militares e civís. Entre os Jeeps militares da Segunda Guerra Mundial estão o Ford GPA, o Jeep Anfíbio; o Nuffield MB Ligthweigh, com peso aliviado e fabricado na Inglaterra; o Willys MB Ligthweigh, com peso aliviado e projeto americano; o Corsley Pup, que tentou concorrer com as outras versões leves; o Willys MB 6x6, com canhão antitanque; o Willys T28, com esquis e esteiras para neve; o Willys MB longo e o Willys T25, um blindado de reconhecimento.

Entre os Jeeps militares surgidos após a Segunda Guerra Mundial estão o Willys M38; o Willys CJ3B, de 1954; o Jeep Hotchkis, feito na França; o Jeep M38 A1; o Jeep M170, uma versão alongada do M38 A1; o AMC M151 A2 e o Might Mite.
Entre os civis estão o Willys CJ2A, de 1945; o Willys CJ2, de 1947; o Willys CJ3A, de 1951; o Willys CJ3B, de 1954; o Jeepster; o Jeep Mitsubishi, japonês; o Jeep Mahindra Ford, indiano; o Jeep Ford 101 e o Jeep Ford de 1975, brasileiros; o Jeep Javali, com tração nas quatro rodas (1990 a 1994); o Jeep C101 Comando, com tração nas quatro rodas; o Jeep CJ5, com motor V8; o Jeep CJ6, um CJ5 longo; o Jeep CJ7 e o Jeep CJ8 Scrambler; o Jeep Renegade; o Jeep Chrysler Wrangler 1996 e o Jeep Chrysler Wrangler 1997, com molas helicoidais.

Entre os modelos especiais estão o Willys CJ3C, bombeiro; o Willys DJ3 e o Willys DJ5, para serviço postal; o Jeep FC 150 e o Jeep FC 170.

Entre os modelos "conceito" estão o AMC Jeep II; o Jeep Chrysler Icon, de 1997; o Jeep Chrysler Sahara, com quatro portas, de 1998; o Jeepster 1998 e o Willys 2 2001.
 

Cronologia do Jeep no Brasil
 

O objetivo desta seção é meramente para que proprietários possam comparar seus Jeeps com os seus respectivos anos de fabricação, podendo assim, descobrir se este já foi modificado ou não. Trata-se de uma compilação de vários sites e revistas especializados no Jeep e outros veículos da linha Willys e Ford.

1955 - Começa a ser montado no Brasil pela Willys Overland em São Bernardo do Campo, SP, com o motor F-134 Hurricane de73HP a 4000 e torque de 15,8Kgfm a 2000, com cilindrada de aproximadamente 2.150cc e 4 cilindros, câmbio de três marchas com 1a marcha seca (não sincronizada) além de diferencial dianteiro Dana 25 e traseiro Dana 44 com coroa de 43 dentes e pinhão de 8 dentes, resultando numa relação de diferencial 5.38:1.Contava com volante de três raios simétricos e a numeração do motor consta como número de chassi no documento.

 

1957 - Inicio de fabricação no Brasil contando com 65% de nacionalização.

 

1958 - Passa a sair com novo motor BF-161 de 90HP a 4.000 RPM e 18,6Kgfm a 2000RPM com cilindrada de aproximadamente 2.638cc e 6 cilindros (primeiro motor totalmente fundido no Brasil, fabricado em Taubaté, SP). Índice de nacionalização de 80%.

 

1959 - O diferencial dianteiro passa a ser também Dana 44.

 

1960 - Carroceria passa a ser nacional, recorte da caixa de rodas traseira passa de redonda para trapezoidal. As letras "JEEP" nas laterais passam a ter um formato mais arredondado.

 

1961 - Nesse ano o Jeep já era 100% nacional.

 

1962 - Surge o CJ-6 com chassi de 101" de entre eixos.

 

1965 - Recebe câmbio de três marchas sincronizadas.

 

1966 - Passa a contar com rodas-livres automáticas, alternador no lugar do dínamo e novo desenho do volante de dois raios. É lançada versão especial "Jeep Praia" com tração 4X2 suspensão macia, pára-choques e calotas cromados e acabamento mais "civil". Foi inaugurada a linha de montagem de Jaboatão, PE.


1967 - É lançada uma versão "Jovem" com bancos individuais e capota conversível, passou a sair com lanterna traseira do lado direito e comando de seta (acredite se quiser) além de novo desenho de pára-choques traseiro. A Willys Overland do Brasil é comprada pela Ford Motors do Brasil. Sai com coluna de direção semelhante a da Rural com chave na coluna além de trava de volante.
 

1968 - Passa a sair como Jeep Ford.
 

1969 - Passa a contar com coroa e pinhão de 44x9 resultando na relação 4.89:1 (mais longa). Chassi passa a ser marcado, numeração do documento passa a ser a do chassi.
 

1970 - Foi introduzido como opcional o motor 3.000 (184 c.i) com carburação simples que rende 112HP a 4400RPM e 22,6Kgfm a 2000RPM.
 

1971 - A chave de ignição volta ao painel.
 

1975 - Foi concluída a atualização da fábrica de motores de Taubaté, SP, dando inicio a fabricação do motor 2.3 OHC (Over Head Camshaft) que equipa os Ford Pinto, Maverick, MustangII, BroncoII e Ranger americanos.
 

1976 - Recebe nova motorização Ford 2.3 OHC (140c.i) de 91HP a 5.000 RPM e torque de 17,0Kgfm a 3.000 RPM além de novo câmbio de quatro marchas. É eliminado o alçapão de ventilação.
 

1978 - A Ford comemorou a marca de 200.000 unidades do Jeep vendidas.
 

1980 - Foi lançado como opcional o Jeep com motor OHC movido a álcool de 92HP a 4.800RPM e 17,9Kgfm a 2.800RPM, contando com ignição eletrônica e ventoinha com embreagem eletromagnética.
 

1981 - Pedaleira suspensa passa a ser um opcional de fábrica além de reforços estruturais.

 

1982 - É encerrada a produção.
 

1983 - É vendida a última unidade como ano 83.
 

1986 - A Bernardini, fábrica de tanques e material bélico, começou a restaurar Jeeps da década de 60 para o Exército Brasileiro, repotencializando-os com o motor 4 cilindros 2.5 (151c.i) do opala, 82 HP a 4400 RPM e 17,1 Kgfm a 2500 RPM. O que explica alguns Jeeps comprados em leilões do E.B como 1986, 87 e 88 e com esse motor.